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Guerra no Oriente Médio pressiona o comércio global

Por MARIA BIANCHINI

Conflito entre EUA e Irã eleva custos logísticos, dispara o preço do petróleo e acende alerta no comércio exterior.

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Imagem do post com título Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço

Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço

Por Maria Bianchini

A Suprema Corte dos Estados Unidos definiu nesta sexta-feira (20) que as tarifas emergenciais impostas pelo presidente Donald Trump foram ilegais, por violarem a lei federal ao serem aplicadas de forma unilateral e ampla. A corte, em uma decisão de 6 a 3, considerou que o presidente extrapolou a autoridade que a legislação concede ao Poder Executivo para criar encargos tarifários sem autorização explícita do Congresso.

A política tarifária havia sido utilizada por Trump para aplicar aumentos significativos sobre importações de diversos países, tornando-se uma ferramenta central na agenda econômica e de política externa da administração. Essa abordagem, apelidada por muitos de “tarifaço”, gerou tensões comerciais, aumentos de custos para importadores e incertezas nas cadeias de suprimentos globais.

A decisão da Suprema Corte tem impactos concretos no comércio internacional:

- Pode incentivar um aumento no volume de cargas em portos como o de Los Angeles, que já sinalizou expectativas de movimentação comercial mais ativa agora que barreiras tarifárias amplas foram reconhecidas como ilegais.
- A Câmara de Comércio dos EUA comemorou a decisão, destacando benefícios para milhares de pequenos importadores norte-americanos que enfrentaram custos elevados e interrupções nas cadeias de abastecimento.

Embora o tribunal não tenha decidido ainda como tratar os bilhões de dólares em receitas já arrecadados por meio dessas tarifas, a decisão representa um reforço à separação de poderes e segurança jurídica no ambiente regulatório, elementos cruciais para operadores logísticos, transitários e exportadores.

Do ponto de vista estratégico, essa decisão ressoa com a necessidade de claridade nas regras do comércio internacional, especialmente em um momento em que as empresas buscam alternativas logísticas mais robustas e menor exposição a variações abruptas de políticas tarifárias.

Assim como a ampliação de rotas e terminais fortalece a eficiência logística, decisões que reforçam a previsibilidade e a estabilidade regulatória impulsionam o ambiente de negócios global.

Postado em 20/02/2026

Imagem do post com título Nova rota da Portonave fortalece integração logística nas Américas

Nova rota da Portonave fortalece integração logística nas Américas

Por Maria Bianchini

A Portonave anunciou a expansão de suas operações internacionais com a chegada de um novo serviço marítimo voltado às Américas. A iniciativa marca mais um passo no fortalecimento da posição do terminal como um dos principais pólos logísticos do país, ampliando sua conexão com os mercados da América do Norte, Central e do Sul.

O novo serviço chega em um momento de aquecimento no comércio exterior e de crescente demanda por rotas mais integradas entre as Américas. A movimentação reforça o papel estratégico da Portonave na cadeia logística, ao oferecer alternativas mais ágeis e eficientes para exportadores e importadores que buscam otimizar custos e reduzir o tempo de trânsito das cargas.

A ampliação da malha marítima é também um reflexo do desempenho sólido da Portonave, que vem registrando crescimento consistente na movimentação de contêineres e consolidando sua reputação como um dos terminais mais eficientes da América do Sul. Com essa nova rota, o terminal amplia sua conectividade e se posiciona de forma ainda mais competitiva diante dos desafios globais de transporte e infraestrutura portuária.

Para o mercado, a chegada do novo serviço representa uma oportunidade de diversificação logística. Operadores e embarcadores passam a contar com mais opções de origem e destino, o que tende a aumentar a previsibilidade das operações e reduzir gargalos, especialmente em períodos de alta demanda.

A Portonave reafirma, assim, seu compromisso com a inovação e a expansão sustentável do comércio internacional. Ao investir em novos serviços e fortalecer sua rede de conexões, o terminal contribui para integrar economias, impulsionar negócios e consolidar o Brasil como um player cada vez mais relevante no cenário logístico das Américas.

Postado em 06/02/2026

Imagem do post com título Café brasileiro fecha 2025 com queda em volume e recorde em receita

Café brasileiro fecha 2025 com queda em volume e recorde em receita

Por Maria Bianchini

Após um ano marcado por oscilações no mercado internacional, o café brasileiro fechou 2025 com resultados contrastantes. O volume exportado apresentou retração de 21%, somando 40,04 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). A redução é atribuída à menor disponibilidade do produto, reflexo de estoques limitados e de safras mais enxutas. Ainda assim, o Brasil manteve a liderança como maior produtor e exportador mundial, responsável por cerca de 40% da oferta global.

Apesar da queda nas exportações, a receita cambial do setor alcançou US$15,58 bilhões, um recorde histórico e 24% superior ao resultado de 2024. A valorização foi impulsionada pela alta nos preços internacionais, consequência direta da quebra de safra no Vietnã, o segundo maior produtor mundial. O cenário de menor oferta global elevou as cotações e sustentou o bom desempenho financeiro brasileiro, mesmo diante da redução nos embarques.

O café nacional foi destinado a 121 países em 2025, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores do produto no comércio mundial. A Alemanha assumiu a liderança entre os compradores, ultrapassando os Estados Unidos, tradicionalmente o maior destino. O resultado evidencia a resiliência e competitividade do setor, que segue contribuindo de forma significativa para a balança comercial e reafirmando o protagonismo do café na economia brasileira.

Postado em 23/01/2026

Imagem do post com título Companhias marítimas avaliam retorno gradual ao Canal de Suez

Companhias marítimas avaliam retorno gradual ao Canal de Suez

Por Maria Bianchini

Após meses contornando o continente africano pelo Cabo da Boa Esperança, as principais companhias marítimas do mundo, entre elas Maersk, MSC e Hapag-Lloyd, começaram a avaliar o retorno gradual ao Canal de Suez. A medida reflete uma leve melhora nas condições de segurança no Mar Vermelho, embora a prudência ainda seja palavra de ordem para os armadores. O canal, responsável por cerca de 12% do comércio marítimo global, segue como ponto estratégico para o fluxo internacional de mercadorias.

O desvio de rotas, adotado como resposta aos ataques a navios comerciais na região, elevou custos operacionais e aumentou o tempo de trânsito entre os principais portos do mundo. Essa reconfiguração temporária das cadeias logísticas trouxe impacto direto para transportadores, agentes de carga e embarcadores, exigindo adaptações rápidas e planejamento detalhado para garantir o cumprimento de prazos e a segurança das cargas.

Agora, com o cenário regional apresentando sinais de estabilização, cresce a expectativa de uma retomada progressiva do tráfego pelo Canal de Suez. Ainda assim, as companhias marítimas mantêm uma postura cautelosa, equilibrando o desejo de normalizar suas operações com a necessidade de preservar a segurança de tripulações e mercadorias.

Para o comércio internacional, a volta gradual ao Canal de Suez representa um passo importante rumo à recuperação da eficiência logística global. A normalização das rotas tende a encurtar prazos de entrega e restabelecer o equilíbrio nas cadeias de suprimentos, reforçando a estabilidade e a previsibilidade das operações marítimas em escala mundial.

Postado em 16/01/2026

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Imagem do post com título Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço

Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço

Por Maria Bianchini

A Suprema Corte dos Estados Unidos definiu nesta sexta-feira (20) que as tarifas emergenciais impostas pelo presidente Donald Trump foram ilegais, por violarem a lei federal ao serem aplicadas de forma unilateral e ampla. A corte, em uma decisão de 6 a 3, considerou que o presidente extrapolou a autoridade que a legislação concede ao Poder Executivo para criar encargos tarifários sem autorização explícita do Congresso.

A política tarifária havia sido utilizada por Trump para aplicar aumentos significativos sobre importações de diversos países, tornando-se uma ferramenta central na agenda econômica e de política externa da administração. Essa abordagem, apelidada por muitos de “tarifaço”, gerou tensões comerciais, aumentos de custos para importadores e incertezas nas cadeias de suprimentos globais.

A decisão da Suprema Corte tem impactos concretos no comércio internacional:

- Pode incentivar um aumento no volume de cargas em portos como o de Los Angeles, que já sinalizou expectativas de movimentação comercial mais ativa agora que barreiras tarifárias amplas foram reconhecidas como ilegais.
- A Câmara de Comércio dos EUA comemorou a decisão, destacando benefícios para milhares de pequenos importadores norte-americanos que enfrentaram custos elevados e interrupções nas cadeias de abastecimento.

Embora o tribunal não tenha decidido ainda como tratar os bilhões de dólares em receitas já arrecadados por meio dessas tarifas, a decisão representa um reforço à separação de poderes e segurança jurídica no ambiente regulatório, elementos cruciais para operadores logísticos, transitários e exportadores.

Do ponto de vista estratégico, essa decisão ressoa com a necessidade de claridade nas regras do comércio internacional, especialmente em um momento em que as empresas buscam alternativas logísticas mais robustas e menor exposição a variações abruptas de políticas tarifárias.

Assim como a ampliação de rotas e terminais fortalece a eficiência logística, decisões que reforçam a previsibilidade e a estabilidade regulatória impulsionam o ambiente de negócios global.

Postado em 20/02/2026

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Nova rota da Portonave fortalece integração logística nas Américas

Por Maria Bianchini

A Portonave anunciou a expansão de suas operações internacionais com a chegada de um novo serviço marítimo voltado às Américas. A iniciativa marca mais um passo no fortalecimento da posição do terminal como um dos principais pólos logísticos do país, ampliando sua conexão com os mercados da América do Norte, Central e do Sul.

O novo serviço chega em um momento de aquecimento no comércio exterior e de crescente demanda por rotas mais integradas entre as Américas. A movimentação reforça o papel estratégico da Portonave na cadeia logística, ao oferecer alternativas mais ágeis e eficientes para exportadores e importadores que buscam otimizar custos e reduzir o tempo de trânsito das cargas.

A ampliação da malha marítima é também um reflexo do desempenho sólido da Portonave, que vem registrando crescimento consistente na movimentação de contêineres e consolidando sua reputação como um dos terminais mais eficientes da América do Sul. Com essa nova rota, o terminal amplia sua conectividade e se posiciona de forma ainda mais competitiva diante dos desafios globais de transporte e infraestrutura portuária.

Para o mercado, a chegada do novo serviço representa uma oportunidade de diversificação logística. Operadores e embarcadores passam a contar com mais opções de origem e destino, o que tende a aumentar a previsibilidade das operações e reduzir gargalos, especialmente em períodos de alta demanda.

A Portonave reafirma, assim, seu compromisso com a inovação e a expansão sustentável do comércio internacional. Ao investir em novos serviços e fortalecer sua rede de conexões, o terminal contribui para integrar economias, impulsionar negócios e consolidar o Brasil como um player cada vez mais relevante no cenário logístico das Américas.

Postado em 06/02/2026

Imagem do post com título Café brasileiro fecha 2025 com queda em volume e recorde em receita

Café brasileiro fecha 2025 com queda em volume e recorde em receita

Por Maria Bianchini

Após um ano marcado por oscilações no mercado internacional, o café brasileiro fechou 2025 com resultados contrastantes. O volume exportado apresentou retração de 21%, somando 40,04 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). A redução é atribuída à menor disponibilidade do produto, reflexo de estoques limitados e de safras mais enxutas. Ainda assim, o Brasil manteve a liderança como maior produtor e exportador mundial, responsável por cerca de 40% da oferta global.

Apesar da queda nas exportações, a receita cambial do setor alcançou US$15,58 bilhões, um recorde histórico e 24% superior ao resultado de 2024. A valorização foi impulsionada pela alta nos preços internacionais, consequência direta da quebra de safra no Vietnã, o segundo maior produtor mundial. O cenário de menor oferta global elevou as cotações e sustentou o bom desempenho financeiro brasileiro, mesmo diante da redução nos embarques.

O café nacional foi destinado a 121 países em 2025, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores do produto no comércio mundial. A Alemanha assumiu a liderança entre os compradores, ultrapassando os Estados Unidos, tradicionalmente o maior destino. O resultado evidencia a resiliência e competitividade do setor, que segue contribuindo de forma significativa para a balança comercial e reafirmando o protagonismo do café na economia brasileira.

Postado em 23/01/2026

Imagem do post com título Companhias marítimas avaliam retorno gradual ao Canal de Suez

Companhias marítimas avaliam retorno gradual ao Canal de Suez

Por Maria Bianchini

Após meses contornando o continente africano pelo Cabo da Boa Esperança, as principais companhias marítimas do mundo, entre elas Maersk, MSC e Hapag-Lloyd, começaram a avaliar o retorno gradual ao Canal de Suez. A medida reflete uma leve melhora nas condições de segurança no Mar Vermelho, embora a prudência ainda seja palavra de ordem para os armadores. O canal, responsável por cerca de 12% do comércio marítimo global, segue como ponto estratégico para o fluxo internacional de mercadorias.

O desvio de rotas, adotado como resposta aos ataques a navios comerciais na região, elevou custos operacionais e aumentou o tempo de trânsito entre os principais portos do mundo. Essa reconfiguração temporária das cadeias logísticas trouxe impacto direto para transportadores, agentes de carga e embarcadores, exigindo adaptações rápidas e planejamento detalhado para garantir o cumprimento de prazos e a segurança das cargas.

Agora, com o cenário regional apresentando sinais de estabilização, cresce a expectativa de uma retomada progressiva do tráfego pelo Canal de Suez. Ainda assim, as companhias marítimas mantêm uma postura cautelosa, equilibrando o desejo de normalizar suas operações com a necessidade de preservar a segurança de tripulações e mercadorias.

Para o comércio internacional, a volta gradual ao Canal de Suez representa um passo importante rumo à recuperação da eficiência logística global. A normalização das rotas tende a encurtar prazos de entrega e restabelecer o equilíbrio nas cadeias de suprimentos, reforçando a estabilidade e a previsibilidade das operações marítimas em escala mundial.

Postado em 16/01/2026

Imagem do post com título Brasil assume liderança global na produção de carne bovina

Brasil assume liderança global na produção de carne bovina

Por Maria Bianchini

O Brasil alcançou um marco histórico ao ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior produtor de carne bovina do mundo em 2025, segundo estimativas de mercado. O resultado surpreendeu analistas, que previam estabilidade ou leve retração da produção brasileira no início do ano. Com crescimento estimado em 4%, o país adicionou aproximadamente 800 mil toneladas a mais de carne ao volume anual, o suficiente para aliviar a escassez global e conter a alta dos preços.

O avanço é explicado por uma combinação de demanda externa aquecida e oferta reduzida nos principais mercados consumidores, como Estados Unidos e China. Enquanto o Brasil expandia seus abates, a produção norte-americana encolhia cerca de 3,9%, reflexo da seca prolongada e da consequente redução do rebanho. Essa diferença de desempenho reposicionou o Brasil como fornecedor central do mercado global, consolidando sua liderança tanto na produção quanto nas exportações, que atingiu cerca de US$17 bilhões.

Além do volume, a eficiência produtiva da pecuária brasileira tem sido destaque. O setor vem adotando tecnologias de inseminação mais rápidas, manejo intensivo e redução da idade média de abate, o que garante maior produtividade com sustentabilidade. Esses avanços ajudam a mitigar o risco tradicional de queda após períodos de abate elevado, apontado por especialistas como um desafio recorrente do ciclo pecuário.

A perspectiva agora é de que o Brasil mantenha um papel crucial no equilíbrio da oferta global de carne bovina em 2026, especialmente diante da possibilidade de retração na produção dos principais países produtores. Analistas destacam que a capacidade brasileira de sustentar esse ritmo de crescimento será determinante para evitar novas pressões nos preços internacionais e consolidar o país como referência no fornecimento de proteína animal ao mundo.

Postado em 09/01/2026

Imagem do post com título Acordo Mercosul – União Europeia é adiado para 2026

Acordo Mercosul – União Europeia é adiado para 2026

Por Maria Bianchini

O tão esperado acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que já se arrasta há mais de duas décadas, foi novamente adiado, agora para janeiro de 2026. O anúncio veio em meio a uma onda de protestos e impasses políticos na Europa, que expuseram as divergências internas entre os países do bloco e as preocupações de setores produtivos com os efeitos da abertura comercial. Enquanto líderes europeus tentavam fechar os últimos detalhes do tratado, agricultores tomaram as ruas de Bruxelas em protestos marcados por bloqueios e confrontos com a polícia, demonstrando forte resistência ao acordo. Eles temem perder competitividade diante de produtos agrícolas do Mercosul, que chegam ao mercado europeu com custos mais baixos e regras de produção diferentes. França e Itália, por exemplo, pressionaram para adiar a assinatura, defendendo a necessidade de novas salvaguardas para proteger seus produtores locais, o que acabou empurrando a decisão final para o próximo ano.

O Conselho Europeu ficou dividido, de um lado, países como Alemanha e Espanha apoiavam a assinatura imediata, destacando os benefícios econômicos e diplomáticos do pacto; do outro, nações mais protecionistas exigiam revisões adicionais para garantir equilíbrio comercial. O resultado foi um novo impasse, que mantém a incerteza sobre quando, e em que termos, o acordo será finalmente firmado.

Para o comércio exterior, esse adiamento tem efeitos diretos. Operadores logísticos e exportadores que aguardavam a definição do tratado precisam rever projeções e ajustar estratégias. O pacto prometia ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu e reduzir barreiras tarifárias, especialmente nos setores agrícola e industrial. Com o atraso, o planejamento de rotas, custos de transporte e prazos de negociação ficam em compasso de espera, exigindo maior flexibilidade das empresas que atuam no transporte internacional.

Além disso, o debate em torno das salvaguardas ambientais e das condições de competitividade revela que as regras do jogo ainda estão em construção. Cada ajuste feito na Europa pode mudar o cenário de exportações brasileiras, impactando margens, contratos e modelos logísticos. O adiamento do acordo não é apenas um contratempo diplomático, é um alerta de que o ambiente global continua volátil e que antecipar tendências é fundamental para manter a competitividade.

Postado em 19/12/2025

Imagem do post com título Petrobras projeta US$ 109 bilhões em investimentos até 2030

Petrobras projeta US$ 109 bilhões em investimentos até 2030

Por Maria Bianchini

A Petrobras anunciou seu novo Plano de Negócios 2026–2030, que prevê investimentos de US$109 bilhões ao longo dos próximos cinco anos. O valor representa uma leve redução em relação ao plano anterior, reflexo direto do cenário de volatilidade nos preços internacionais do petróleo. Apesar da retração, o montante revela uma estratégia robusta voltada à eficiência, disciplina de capital e consolidação da liderança da estatal no setor de energia.

O foco principal do investimento segue no segmento de Exploração e Produção (E&P), com US$69,2 bilhões destinados ao desenvolvimento do Pré-Sal, um dos ativos mais rentáveis e estratégicos do país. Além disso, a companhia prevê aportes em campos do Pós-Sal, águas rasas, ativos internacionais e projetos de transição energética. Essa diversificação reforça a busca por equilíbrio entre rentabilidade e sustentabilidade, ao mesmo tempo em que sinaliza uma transição gradual para fontes mais limpas e tecnologia de baixo carbono.

No contexto do comércio internacional, esse movimento da Petrobras pode gerar efeitos relevantes na cadeia logística e na dinâmica global de energia. Um plano dessa magnitude tende a impactar o fluxo marítimo de equipamentos, insumos e derivados, movimentando portos, armadores e operadores logísticos em diferentes regiões. Para o Brasil, o aumento das operações no setor de óleo e gás significa também maior demanda por transporte especializado e soluções integradas em logística internacional. Nesse cenário, empresas do setor precisam estar preparadas para responder com agilidade e eficiência aos novos desafios do mercado.

Aqui nós acompanhamos de perto cada transformação que impacta o comércio exterior brasileiro. Com nossa experiência em transporte marítimo, aéreo e rodoviário, estamos preparados para oferecer soluções seguras e personalizadas, garantindo previsibilidade e alta performance em nossas operações logísticas, porque acreditamos que cada movimento global é uma nova oportunidade para crescermos juntos. 

Postado em 28/11/2025

Santa Catarina bate recorde em exportações de carnes

Por Maria Bianchini

Santa Catarina alcançou um marco histórico nas exportações de carnes, registrando US$3,72 bilhões em receita entre janeiro e outubro de 2025, consolidando-se como um protagonista do agronegócio brasileiro no cenário internacional. O estado exportou 1,68 milhão de toneladas de diferentes proteínas, incluindo frango, suínos e bovinos, o que representa crescimento de 3% em volume e 9,2% em receita em comparação ao mesmo período do ano passado.

O desempenho reflete uma estratégia consistente de diversificação de mercados, fortalecida pela colaboração entre produtores e governo estadual. No segmento de frango, a recuperação após o surto de influenza aviária no sul do país demonstra resiliência, enquanto Santa Catarina se mantém responsável por mais da metade das exportações nacionais de suínos, com o Japão consolidado como principal destino.

A expansão das vendas para a União Europeia e a reabertura do mercado chinês reforçam a competitividade do estado, aumentando a previsibilidade e a estabilidade das operações comerciais. Países como Holanda, Arábia Saudita, Japão, Reino Unido e México destacam-se entre os principais compradores, enquanto o crescimento em receita e volume indica a consolidação de Santa Catarina como referência global no setor.

No âmbito estratégico, o fortalecimento das exportações catarinenses oferece ganhos significativos para toda a cadeia de comércio exterior. Com maior diversificação de mercados, produtores e agentes de cargas ganham flexibilidade e segurança, enquanto importadores se beneficiam de custos mais controlados e operações mais previsíveis. A combinação de estratégia, competitividade e resiliência posiciona Santa Catarina como um modelo de eficiência para o agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Postado em 14/11/2025

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