Comex Gamer: como o mercado de games movimenta toneladas pelo mundo

Da manufatura na Ásia às entregas globais, entenda os desafios logísticos de consoles e jogos que cruzam fronteiras.

Imagine milhões de consoles embarcando de fábricas no Japão ou na China, cruzando oceanos em navios cargueiros ou voando em aeronaves de carga expressa, para chegar às mãos de gamers nos cinco continentes. Essa cena se repete todos os dias e movimenta bilhões de dólares anualmente, sustentando um setor que, além de entretenimento, se tornou parte estratégica do comércio internacional.

Apesar de ainda não existir um estudo detalhado no Brasil sobre o mercado gamer em 2025, dados do MDIC mostram que as exportações nacionais de alta tecnologia cresceram 11,5% em 2024, criando uma base para entendermos as tendências logísticas ligadas a eletrônicos e games .

A jornada global dos consoles e jogos

O mercado de games é alimentado por uma cadeia de suprimentos altamente internacionalizada. Desde a produção de componentes eletrônicos até a distribuição final, cada etapa demanda operações logísticas complexas:

  • 📦 Produção concentrada na Ásia: Países como Japão, China e Coreia do Sul concentram a fabricação de consoles, chips e periféricos de última geração.
  • 🚢 Transporte marítimo e aéreo: Consoles são enviados em grandes volumes por navio, enquanto lançamentos de alto impacto usam transporte aéreo para atender à demanda imediata.
  • 🌍 Distribuição multicanal: Centros de distribuição espalhados em mercados estratégicos (EUA, Europa, América Latina) garantem entregas rápidas para e-commerces e lojas físicas.

Essa estrutura global exige sincronia entre fornecedores, fabricantes, operadores logísticos e distribuidores para evitar gargalos que podem atrasar lançamentos mundiais.

Desafios logísticos do setor gamer

Transportar produtos de alto valor agregado, como consoles e jogos, envolve cuidados especiais:

  • Segurança e prevenção de roubos: Cargas de consoles são alvos de quadrilhas especializadas, exigindo rastreamento avançado, escolta e embalagens discretas.
  • Controle de temperatura e umidade: Alguns componentes eletrônicos precisam de condições ambientais controladas durante o transporte e armazenagem.
  • Alta sensibilidade a picos de demanda: Grandes lançamentos ou eventos como Black Friday e Natal exigem capacidade logística extra para atender milhões de pedidos simultâneos.
  • Customização de embalagens e idiomas: Jogos e periféricos precisam ser adaptados para normas e preferências locais, demandando operações de logística reversa e kitting.

O Brasil no radar do Comex Gamer

Embora o país não seja um grande polo de manufatura, o Brasil é um mercado relevante para consumo de games e também começa a despontar na exportação de componentes tecnológicos. Com o avanço das exportações de alta tecnologia (11,5% em 2024) e investimentos em hubs logísticos, há espaço para:

  • Montagem e distribuição regional de consoles e acessórios.
  • Operações de fulfilment para e-commerces especializados.
  • Exportação de periféricos e componentes produzidos localmente.

Esses movimentos podem reduzir custos de importação, encurtar prazos de entrega e tornar o mercado brasileiro mais competitivo no cenário internacional.

A logística como joystick do mercado gamer

Por trás de cada console vendido e jogo lançado, existe uma engrenagem logística global que garante que milhões de produtos circulem sem falhas. A capacidade de mover toneladas de hardware, atender picos de demanda e proteger cargas valiosas é o que sustenta a experiência do consumidor e o crescimento do setor.

Para empresas que atuam no comércio exterior, entender essa dinâmica é essencial. Afinal, o próximo grande lançamento pode não apenas conquistar gamers, mas também movimentar cadeias logísticas inteiras, do outro lado do mundo até a sala de estar dos jogadores brasileiros.

Autor do post Larissa Barossi

Por Larissa Barossi

07/08/2025 12:30

Útimas notícias

Santa Catarina bate recorde em exportações de carnes

Por Maria Bianchini

Santa Catarina alcançou um marco histórico nas exportações de carnes, registrando US$3,72 bilhões em receita entre janeiro e outubro de 2025, consolidando-se como um protagonista do agronegócio brasileiro no cenário internacional. O estado exportou 1,68 milhão de toneladas de diferentes proteínas, incluindo frango, suínos e bovinos, o que representa crescimento de 3% em volume e 9,2% em receita em comparação ao mesmo período do ano passado.

O desempenho reflete uma estratégia consistente de diversificação de mercados, fortalecida pela colaboração entre produtores e governo estadual. No segmento de frango, a recuperação após o surto de influenza aviária no sul do país demonstra resiliência, enquanto Santa Catarina se mantém responsável por mais da metade das exportações nacionais de suínos, com o Japão consolidado como principal destino.

A expansão das vendas para a União Europeia e a reabertura do mercado chinês reforçam a competitividade do estado, aumentando a previsibilidade e a estabilidade das operações comerciais. Países como Holanda, Arábia Saudita, Japão, Reino Unido e México destacam-se entre os principais compradores, enquanto o crescimento em receita e volume indica a consolidação de Santa Catarina como referência global no setor.

No âmbito estratégico, o fortalecimento das exportações catarinenses oferece ganhos significativos para toda a cadeia de comércio exterior. Com maior diversificação de mercados, produtores e agentes de cargas ganham flexibilidade e segurança, enquanto importadores se beneficiam de custos mais controlados e operações mais previsíveis. A combinação de estratégia, competitividade e resiliência posiciona Santa Catarina como um modelo de eficiência para o agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Postado em 14/11/2025

Nova hidrovia Goiás–Santos

Por Maria Bianchini

O anúncio de um investimento bilionário para a criação de uma nova hidrovia entre Goiás e o Porto de Santos marca um passo importante na modernização da logística nacional. O projeto, estimado em R$1,5 bilhão, pretende integrar os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário, criando um corredor estratégico para o escoamento de grãos e cargas do Centro-Oeste até o litoral paulista, um movimento que pode redefinir o fluxo do comércio exterior brasileiro.

A nova rota multimodal, liderada pela MRS Hidrovias, ligará o terminal de São Simão (GO) a Pederneiras (SP), onde se conecta à malha ferroviária rumo ao Porto de Santos. Com previsão de operação em 2027, o corredor deve iniciar com capacidade de 2,3 milhões de toneladas anuais, podendo dobrar esse volume nos primeiros anos.

Na prática, a iniciativa promete reduzir custos logísticos, ampliar a eficiência operacional e aumentar a competitividade das exportações brasileiras, especialmente do agronegócio, um dos pilares da balança comercial. A interligação direta com o maior porto da América Latina favorece a fluidez das cadeias produtivas e dá mais previsibilidade às operações de comércio exterior, um diferencial valioso num cenário global de margens apertadas e prazos rigorosos.

Outro ponto de destaque é a sustentabilidade. O uso da hidrovia reduz o consumo de combustível e as emissões de CO₂, diminuindo a pegada ambiental do transporte. Essa eficiência ambiental é cada vez mais valorizada por parceiros e compradores internacionais, que exigem práticas ESG na cadeia logística.

Os reflexos positivos se estendem por todo o setor de COMEX. Com mais opções de rotas e menor dependência de eixos rodoviários congestionados, exportadores e agentes de cargas ganham flexibilidade e segurança. Importadores também se beneficiam com maior previsibilidade e custos mais controlados no transporte de insumos e matérias-primas.

Para empresas brasileiras que operam globalmente, essa é uma oportunidade de alinhar estratégia logística, competitividade e sustentabilidade, três pilares fundamentais para o novo comércio internacional.

Postado em 07/11/2025

Café brasileiro nos EUA

Por Maria Bianchini

O café brasileiro, que responde por cerca de um terço do consumo americano, enfrenta uma situação crítica nos Estados Unidos desde agosto, quando uma tarifa de 50% foi aplicada sobre o produto. A medida dificultou a entrada de café brasileiro no país, fazendo com que torrefadores recorrem aos estoques internos e, em muitos casos, cancelassem pedidos, arcando com taxas que variam de US$20 a US$25 por saca de 60 kg. Essa realidade evidencia como as alterações tarifárias podem gerar impactos imediatos em toda a cadeia de abastecimento e na precificação do produto.

Para contornar a situação, algumas empresas adotaram estratégias alternativas. Em vez de importar diretamente, cargas foram redirecionadas para o Canadá ou armazenadas em armazéns aduaneiros na Flórida, o que permite que as mercadorias não paguem tarifas até serem vendidas. Paralelamente, torrefadores têm substituído parte do café brasileiro por grãos de Colômbia, México e América Central, que tiveram aumento de até 10% nos preços desde o anúncio da tarifa, enquanto o café brasileiro apresentou queda de aproximadamente 5%. Essas medidas refletem a necessidade de flexibilidade e planejamento logístico para garantir continuidade no fornecimento.

O impacto chega também ao consumidor final. Em setembro, o preço médio do café torrado e moído nos supermercados dos EUA subiu 41%, atingindo US$9,14 por libra. Com estoques atuais estimados em 4 milhões de sacas, a projeção é de redução para entre 2,5 e 3 milhões de sacas até dezembro, próximo do limite considerado seguro para atender à demanda. Enquanto o acordo comercial entre EUA e Brasil não se concretiza, o mercado segue pressionado, exigindo dos importadores estratégias de adaptação e das empresas brasileiras atenção contínua para transformar desafios em oportunidades.

Postado em 31/10/2025

Novos mercados de exportação do Brasil

Por Maria Bianchini

O Brasil acaba de conquistar oito novos mercados de exportação, reforçando sua presença no comércio internacional e abrindo novas oportunidades para o setor agroindustrial. As aprovações foram comunicadas por autoridades sanitárias de diferentes países ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), representando um passo estratégico para a diversificação de destinos e fortalecimento da competitividade brasileira no cenário global. Entre os mercados recém-abertos, estão o Uruguai, para mudas de oliveira, eucalipto e ora-pro-nóbis; Santa Lúcia, para carnes de frango, suína e bovina, incluindo subprodutos; e o Irã, que liberou sementes de abobrinha e melancia.

A ampliação de mercados não apenas aumenta o potencial de vendas, mas também proporciona maior resiliência a choques externos, como alterações tarifárias ou barreiras comerciais em mercados tradicionais. Nos últimos meses, apesar de desafios globais e incertezas econômicas, o setor agroexportador brasileiro demonstrou capacidade de adaptação, com crescimento de 6,1% nas exportações em setembro, evidenciando que a estratégia de diversificação vem dando resultados concretos.

Além da abertura de novos mercados, a expansão de mercados já existentes continua sendo uma prioridade. Desde 2023, mais de 200 ampliações foram registradas, incluindo novas plantas de carne bovina autorizadas a exportar para a Indonésia e acordos que agilizam processos de aprovação e inspeção sanitária. Iniciativas como a Caravana do Agro Exportador, que leva produtores de diferentes regiões a conhecer programas públicos de facilitação de exportações, reforçam o compromisso do país em criar um ambiente estratégico para o agronegócio.

Para os produtores brasileiros, essas conquistas representam não apenas novas oportunidades de negócios, mas também maior previsibilidade e segurança no planejamento de exportações. A entrada em novos mercados exige acompanhamento constante e parcerias estratégicas, garantindo que as empresas possam transformar essas oportunidades em resultados concretos, com eficiência logística e compliance regulatório.

No atual cenário do comércio internacional, marcado por volatilidade e competição acirrada, manter-se presente em múltiplos mercados e antecipar tendências é mais do que uma vantagem: é uma necessidade. O Brasil demonstra, com esses avanços, que está preparado para expandir sua atuação global, oferecer produtos de qualidade e consolidar sua posição como um player estratégico no comércio exterior.

Postado em 17/10/2025

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